Texto: Gentileza na mudança de comportamento profissional * Luiz Gabriel Tiago.



Cada vez mais passamos boa parte do nosso tempo trabalhando. Seja em casa, na empresa ou em atividades externas (como visitas a clientes), nos dedicamos a atingir metas, conquistar resultados, atender a solicitações, resolver imprevistos e tomar decisões para resolver problemas. Essas são as prioridades no dia a dia profissional de qualquer um e quase não sobra tempo para outras coisas como, por exemplo, praticar a gentileza.

É muito comum as pessoas dizerem: “- Prefiro responder a todos os e-mails a ter que dividir tarefas com outro colega”. Ou então: “- Mal consigo tomar o meu café, imagina ter que encher copinhos para mais duas ou três pessoas do meu setor...”. Discursos como esses são frequentes, mas se enganam quando pensam que não há um retorno em gestos simples de gentileza.

O processo de conscientização é pessoal, ou seja, parte de iniciativas individuais com a intenção de transformar a mundo ao seu redor. Não é possível mudar toda uma cultura organizacional ou clima impondo atitudes coletivas. Elas são importantes também, mas se não houver um convencimento singular, a empresa não obterá sucesso com isso.

A mudança de comportamento através da prática da gentileza é notável. Geralmente as pessoas ao redor começam a perceber que há algo diferente. Sua prática promove bem estar emocional, satisfação profissional e sensação de dever cumprido. Da mesma forma que a “fofoca” pode se espalhar pelos setores e até pela empresa toda, a gentileza é capaz de “contaminar” a todos num processo gradual; pode ser lento, mas sua eficácia é garantida quando aplicada corretamente e se acompanhada devidamente.


O clima organizacional é a qualidade do ambiente profissional e a forma com que as pessoas o “sentem” e o “percebem”. A satisfação ou não dessa atmosfera influencia e interfere diretamente na produtividade profissional, por isso tão monitorado por gestores de recursos humanos em boa parte das empresas.

Existe uma relação estreita entre o clima organizacional, comportamento e lucratividade, por isso desperta tanta preocupação em empresários e líderes de vários setores. Hoje sabemos que a satisfação no trabalho, ou seja, a vontade e motivação de estar ali todos os dias, é determinante para que os resultados sejam alcançados e as pessoas produzam com afinco.

Engajar pessoas não é, simplesmente, delegar tarefas e determinar quem faz o quê. As equipes estão sujeitas a variáveis intangíveis como o bom relacionamento interpessoal, a alegria e paz para desempenhar suas atividades. Se não estiverem envolvidas através de um ambiente saudável e harmônico, se desiludem, provocando uma baixa na motivação comprometendo, claro, o rendimento.

Luiz Gabriel Tiago - @srgentileza
Empresário, palestrante e fundador da Pontinho de Luz
www.srgentileza.com.br