terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A tal da garrafa com um líquido desconhecido...

Li uma frase no Facebook que me deixou incomodado. Mas foi um incomodo que me fez lembrar da minha falecida avó materna. Muito católica, devota de Nossa Senhora de Fátima e de todos os santos existentes, ensinava a todos nós pelo exemplo. Um bom menino sempre reza antes de dormir, respeita pai e mãe, é obediente aos mais velhos e faz o dever de casa.
Ah. A frase era “...religião é uma garrafa com um rótulo, espiritualidade é o que tem dentro dela. Muitos brigam pela garrafa e poucos bebem do seu conteúdo...” assinado por Alik Shahadh.
Se religião é uma garrafa, significa que todo mundo bate continência para uma embalagem? Será que essa garrafa é de vodca, refrigerante ou da mais pura cachaça brasileira? Pode ser gim, tequila e até whisky. Se for de água, ah não! Para os mais beberrões do pedaço, nada de água mineral, nem mesmo a mais cara serve. Também tem aqueles que preferem o que está do lado de dentro, não importando o que está escrito no rótulo nem a origem do fabricante. Mas creio que esses são a minoria no mercado popular. Parece que o tal de Alik Shahadh anda descrente dessa espécie humana que está mais preocupada com o conteúdo à embalagem.
Como não dá pra contrariar doido, vamos pular essa parte e partir para o que interessa, já que minha cabeça quase deu um nó tentando decifrar essa frase.
O que o Alik trouxe à baila da conversa foi a importância de prestarmos mais atenção as orientações divinas, aquelas que são ditadas pelo coração, pela fé e pela compaixão. Amor ao próximo, entende? Amor pode ser bebido, mas não pode ser vendido. Solidariedade pode ser espalhada por aí como água de um borrifador, mas não deve ser guardada no armário. Respeito, tolerância, empatia, nem pensar em armazenar pra fazer estoque. Quando a gente tem em casa, a gente divide com todo mundo que aparecer pela frente. Gentileza é a mais pura bebida da alma. Deixa escorrer que nem suor em dia de calor e não se atreva a secar com um lenço. É pra deixar molhar a camisa.
Sr. Alik, meus sinceros respeitos, mas minha avó deve ter sido sua amiga de infância. Ou então foi sua aluna por aí nas escolas da vida. Ainda tem esse curso que ela participou? O intrigante é que passou pra gente de uma forma tão diferente, mas a mensagem foi decodificada com sucesso. Em 3, 2, 1 partiu postar essas indagações nas redes sociais pra ver se alguém me responde.

O mais importante que se preocupar com a embalagem e o rótulo, é beber da mais pura mistura contida dentro da garrafa. Bebe aí, pode se embebedar. A gente deixa você ter uma overdose desse conteúdo. É água. É água da vida. É a bebida do amor. Religião serve para guardar, preservar, manter o líquido em segurança. Vó, como fiz o dever de casa direitinho, me passa o abridor. Vou abrir essa garrafa. Se tem algum erro de português por aqui, me perdoem. Nessa altura do campeonato, já estou pra lá de embriagado.

Sr. Gentileza
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