quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Sr. Gentileza entrevista Emir Pinho - Palestrante e Consultor em Segurança.


EMIR PINHO

LOCAL DE NASCIMENTO: Vera Cruz – RS (Uma pequena cidade de colonização alemã distante cerca de 200 km de Porto Alegre)

CIDADE ATUAL: TAM, Gol, Azul, Webjet, rsrsr brincadeira...minha “base” está localizada em Porto Alegre.

PROFISSÃO: Formado em Gestão de Segurança Pública e Privada, Consultor de Segurança Privada e Eletrônica, Formado em Publicidade pela UFRGS, quase formado em Letras pela UFRGS, Vendedor por amor, Palestrante por opção!


Sr. Gentileza:  Quem é Emir Pinho? Como surgiu o profissional dedicado à Segurança?

Emir Pinho: Sou um eterno vendedor! Criador de conceitos de #reinvenção e #inovação. #Consultor e #Gestor de Segurança, #Palestrante Energizado de #Vendas, #Liderança e #Motivação. Falar do Emir é algo que remete para muitos anos atrás. Sou filho de um radialista cassado pela ditadura militar em 1968, e isso fez com que minha infância fosse bastante humilde e cheia de muitas limitações financeiras.
Aos 7 anos tive meus primeiros contatos com a vida profissional...era um autêntico e entusiasmado vendedor de picolés. Isso mesmo, vendia picolés armazenados em duas caixas carregadas de gelo-seco, pelas ruas pobres de Viamão, cidade da região metropolitana de Porto Alegre. O pouco dinheiro literalmente ganho com muita dificuldade, era utilizado para comprar meu material escolar, e com muita economia, eventualmente um tênis Conga, um Bamba ou uma calça e uma camiseta. Literalmente eu suava para gelar meus clientes!
Já naquela época minha característica comercial começou a se destacar e eu descobri que era muito mais rápido, produtivo e rentável vender 3 ou mais picolés nas casas com várias crianças do que soprar a corneta à esmo.
Agindo dessa forma, aumentei meu volume de vendas até chegar o ponto de ter que  recarregar os isopores por 3 vezes no dia, triplicando média de vendas.
Também fui office-boy, e aos 10 anos era feirante e me revelei na arte de negociação e na fidelização de clientes, também fui funcionário público mas me demiti pois preciso ter metas e objetivos e zona de conforto não me atrai! Trabalhei como radialista, gerente de atendimento e telemarketing, fiz a faculdade de comunicação social na UFRGS e atuei como publicitário, mas sempre obtive muito prazer atuando em departamentos comerciais de empresas de todos os portes, onde pude traçar, aprimorar e desenvolver técnicas de vendas e de atendimento, tendo como foco central, a satisfação e a felicidade de compradores e vendedores.
Em meados dos anos 2000 tive minha experiência com o mercado de prestação de serviços de segurança e isso fez com que minha atenção e dedicação se voltasse exclusivamente para o aprimoramento e a qualificação de profissionais do setor.
De lá para cá, estudei muito, dediquei-me com afinco e energia, me tornei Consultor de Segurança e me formei na Faculdade de Gestão de Segurança e já palestrei, treinei e preparei mais de 5 mil profissionais  do setor, inserindo uma nova visão negocial, denominando-a Negócios 720 Graus.

SRG: Toda a sociedade vive em busca de segurança, seja em casa, no trabalho, na rua, enfim... Na sua opinião, em quais ambientes precisamos de mais atenção e cuidado? A segurança é uma questão pessoal ou coletiva?

EP: É necessário que tenhamos alguns entendimentos sobre a segurança e, mais do que isso, sobre os fatores que determinam as necessidades, o consumo e as práticas de convívio no mundo moderno. Desde muito tempo atrás, Maslow criou a Pirâmide das Necessidades Humanas (vide Pirâmide de Maslow) onde expressou os fatores determinantes das necessidades humanas. Em tese as questões que motivam todas pessoas. Nessa pirâmide, a Segurança (do corpo, da saúde, do trabalho, dos bens, da moral, etc.) está no segundo degrau, logo após as necessidades fisiológicas (comer, beber, respirar, fazer sexo, etc.). Bem dessa forma sabemos que TODOS temos necessidade por segurança. Mas o que define e diferencia o “produto” não é apenas a necessidade, mas sim o desejo e a satisfação por esta ou aquela marca de produto ou serviço. Assim, os BENEFÍCIOS são os grandes fatores determinantes para sanarmos as necessidades por segurança e satisfazermos nossos desejos e expectativas.
Hoje a segurança é questão de felicidade, de tranquilidade, de alegria e de realização. As pessoas querem estar felizes em poder comprar um carro novo, lindo reluzente. Mas querem ter a segurança para poder usá-lo e serem felizes dentro e fora dele. Ou seja, precisam contar com a segurança de que  poderão viver a felicidade de seus carros, de suas casas, de seus empregos, de seu lazer.
Por mais que a segurança seja uma questão coletiva, ela é automaticamente pessoal e individual.  Ela é genericamente coletiva pelo poder de interferência na vida de várias pessoas simultaneamente, mas é diretamente influenciada pela parcela individual das atitudes de cada pessoa.
Um condomínio pode explicar muito bem essa cena: Trata-se de um local de moradias coletivas, com áreas coletivas e sociais, mas também formado por várias unidades privadas em sua composição. E esse condomínio pode apresentar inúmeras soluções para a segurança de todos. Mas bastará que um, apenas um morador, que por descuido ou desatenção, deixe o portão entreaberto, colocará todos em risco e a insegurança estará instalada.
Hoje, decorrente das faltas de políticas de segurança pública, da precariedade operacional do estado, do desaparelhamento das polícias e até mesmo pela falta de experiência de gestores, vivemos uma situação de falência no setor. Isso nos deixa vulneráveis quase que o tempo todo, nos obrigando a tomarmos atitudes e iniciativas para aumentarmos nossa proteção ininterruptamente. E assim as empresas privadas de segurança têm assumido um papel importante no contexto social.

SRG: De que forma as empresas devem zelar pela segurança de seus colaboradores?

EP: Cada empresa, pode desenvolver situações diferentes e individuais para proteger seus colaboradores e aumentar a segurança de seus patrimônios.
A premissa é desenvolver projetos inteligentes, integrando segurança, benefícios coletivos e  aumento da tranquilidade, aumentando a sensação de segurança e por conseguinte, a produtividade do corpo de colaboradores.
O primeiro passo deve ser contratar os serviços especializados de um Consultor de Segurança que  deverá realizar um levantamento minucioso para desenvolver a análise de riscos, estabelecendo critérios embasados e justificados para diminuir as vulnerabilidades apontadas.
A segurança dos ativos patrimoniais e dos ativos físicos (colaboradores)  deve fazer parte do planejamento estratégico de todas as empresas que buscam conquistar o respeito e a admiração do mercado. E proteger seus colaboradores é a melhor forma de conquistar o primeiro cliente: o cliente interno!
Estabelecido esse conceito, o leque de soluções é amplo e variado. Os itens mais comuns são os alarmes monitorados, o Circuito Fechado de Televisão, o controle de acesso e fluxo...enfim, tudo aquilo que estabeleça um novo padrão de segurança e de tranquilidade para todos que desejem construir os diferenciais de suas empresas.

SRG: Assistimos todos os dias nos noticiários ou pela internet, notícias de violência e problemas de ordem pública. De que forma o ser humano deve agir no dia a dia para que alcance a plenitude pessoal e não seja abatido pela insegurança das cidades?

EP: O Brasil vive um momento delicado em sua concepção de sociedade e de nação em desenvolvimento. Em primeiro lugar pela inversão de valores que assola todas as classes sociais. Em seguida seguem várias variáveis que “forçam” a banalização das questões envolventes ao assunto segurança. As notícias apenas dão luz sobre os fatos mais descarados e que nos chocam mais, momentaneamente.
Tenho que esclarecer que o poder público tem se mostrado incompetente para gerir suas três bases de sustentação ( e último resguardo de existência justificável do Estado):
-     Saúde. Há anos que já vivemos em dependência da empresas privadas de saúde;
-     Educação. Nada caiu tanto no País como o nível da educação pública, tornando-a descartada e cada vez mais desvalorizada;
-    E por fim a Segurança Pública, que caminha por passos largos ao processo de privatização das gestões e das operações. Se analisarmos bem, veremos que a Polícia Federal, por exemplo, atua em formatos “quase empresariais”, mostrando que o formato populista estatal é arcaico, caro, ineficiente e obsoleto.
É a iniciativa privada que investe, que trabalha por metas e que gera aquecimento no mercado. Então por qual razão não deixar que essa mesma iniciativa privada trabalhe sob orientação do Estado?
Na prática, uma grande parcela da sociedade brasileira já convive com o princípio da segurança privada, seja ela humana ou eletrônica. Quem vai ao banco encontra um policial público ou um agente privado? Quem vai nos órgãos públicos, encontra policiais ou agentes privados protegendo e orientando? E agora, com a chegada dos eventos esportivos no Brasil, essa tendência de segurança eficiente aumenta significativamente pois os resultados devem ser notáveis, à exemplo do que ocorreu na África, na última Copa do Mundo. A própria entidade de organização da copa já antecipa em seu “contrato”, que dentro dos estádios a segurança deve ser executada por 80% de agentes privados.
Aqui fora, a grande sacada é justamente adaptar-se ao momento. Reinventar nossas posturas e nossas práticas, buscando diminuir nossas vulnerabilidades. Insegurança só se acaba com educação de segurança, com a criação de uma nova cultura preventiva, abandonando o velho modelo de “botar tranca em porta arrombada”!
Quem se antecipa aos problemas e dificuldades, se habilita a não ser flagrado pelo alheio!
Ao meu ver as redes sociais podem ser a grande máquina de multiplicação de conceitos e dessa nova cultura. Cabe acreditar nesse método e obter a maturidade de sociedade.

SRG: Você tem planos para o futuro? Quais são seus projetos de vida?

EP: Meu caríssimo Senhor Gentileza, minha vida é permanentemente rodeada por planos. Por projetos e por muito trabalho. Sou uma inesgotável usina de ideias. Ao decidir enveredar pelos caminhos da reinvenção de práticas e de conceitos, nos damos conta de que há muito o que ser feito.
Tenho estudado muito e trabalhado nesse sentido. O mercado está sofrendo alterações tremendas e muitas pessoas ainda não estão adequadas e preparadas para essas mudanças. Nossa tarefa, sua e minha, é a árdua batalha para agregar valor às vidas de pessoas e também de profissionais.
Veja seu caso: Gentileza é talvez a atitude mais feliz que um profissional pode ter ao cumprimentar um prospect ou um cliente. Mas isso deve ser automático e não apenas lembrado no momento do atendimento. Ou seja, o que adianta o profissional ser gentil com seu cliente, com seu prospect...se ao acordar pela manhã suas primeiras sensações são completamente grotescas.
Eu costumo dizer que Não basta ser honesto. Precisamos parecer e transpirar honestidade! E, para isso acontecer de fato, precisamos Começar por nossas próprias opiniões e posturas!
Estou escrevendo dois livros que oportunamente os publicarei e um deles trata exatamente desta prática de #reinventar posturas e os pré conceitos. Pode parecer batido e repetitivo, mas está na hora de pararmos de nos boicotarmos e passarmos a encarar as mudanças como saudáveis e necessárias para acomodação e manutenção da espécie humana de fato.
Além disso, alguns projetos estão estourando por aí...em breve teus seguidores e leitores terão novidades. Posso antecipar que serão ótimas novidades!!

SRG: A gentileza é indispensável na vida pessoal e profissional de qualquer um. Você acha que o capitalismo é a origem da hostilidade e falta de cordialidade entre as pessoas?

EP: A hostilidade não parte de ideologias ou de formas e sistemas de governos.  A violência, as hostilidades, a impaciência, a maldade ou o mau humor não vem enlatado dentro dos manifestos, sejam eles capitalistas, socialistas ou anarquistas. As pessoas são as forças motrizes do que existe ali fora, na rua.
As pessoas muitas vezes falam que este ou aquele governo é mau! Mau não é o governo, mas sim as pessoas que governam.
Não há o que impeça ser negociante, vendedor, comprador ou usuário e ser feliz ao mesmo tempo.
As pessoas falam de tecnologias de ponta denominando-as inovações. Desculpem-me mas ao meu ver, tecnologia é apenas tecnologia. Inovação de fato é como, quando, porque, para quem, onde, o quê e por quem é utilizada a tecnologia. A verdadeira inovação está no resultado e não no processo. Enquanto é processo, não há resultado, portanto não há inovação. E as pessoas são essenciais para a inovação acontecer de fato! As pessoas são os verdadeiros agentes da inovação!
Quando todos se derem conta disso, tenho certeza de que todos seremos muito mais felizes. Com muita inovação...mesmo que sem tecnologia!

SRG: Como nós, cidadãos, podemos zelar pela nossa própria segurança? Quais dicas você pode dar para pessoas/profissionais que se sentem afligidos pela violência urbana?

EP: Na prática todos nós estamos sujeitos ao “acaso” de nos tornarmos vítimas da insegurança urbana. Apesar disso, algumas breves atitudes podem reduzir nossas vulnerabilidades:
Ao andar na rua: Não carregue objetos de valor nas mãos, tais como notebooks, smartphones, tablets. Mochilas e bolsas sempre viradas para a frente do corpo e seguras junto ao corpo. Homens não devem carregar suas carteiras nos bolsos. O volume é inconfundível e chama a atenção dos meliantes. Nas grandes cidades evite falar ao celular, mas se isso for inevitável, procure abrigo ou pare em algum lugar mais protegido. Nunca caminhe falando ao telefone. Joias também são atrativos à parte...evite-as se possível.
Carregue consigo apenas o cartão de crédito mais utilizado, será mais ƒácil para bloqueio em caso de sinistro.
No carro: Nunca deixe objetos de valor aparentemente no painel do carro ou nos bancos. Se forem necessários, coloque-os no porta-malas. Nunca fale ao telefone enquanto dirige, além de proibido pela legislação de trânsito acaba por deixa-lo desatento ao que acontece em sua volta. Ar-condicionado, navegador GPS e rastreador são essenciais para qualquer veículo hoje em dia. Mantenha os vidros sempre fechados. Nunca arrisque se perder em locais que você não conhece. Eu aconselho o uso de rotas alternadas sempre que possível, pois nossas rotinas nos tornam mais vulneráveis.
Aumente em 4X a sua atenção no período da noite e ao anoitecer. Lembre-se que o fator surpresa SEMPRE beneficia os mal-intencionados.
Evite ficar estacionado em locais de pouca iluminação e nunca permaneça dentro do carro, mesmo que acompanhado!
Em casa: Nunca receba pedidos de tele-entrega dentro de casa, de preferência receba na portaria do prédio e solicite o nome do entregador, confirmando isso quando de sua chegada para realizar a entrega. Alarmes, cercas e grades existem para aumentar as dificuldades para intrusões. Sistemas de câmeras exercem um grande poder, desde que recomendados e instalados por profissionais habilitados e experientes. Não caia no golpe da mini-câmera baratinha que não lhe fornece imagem alguma. Ver sombras não resolvem nossos riscos.
Importante: portas e janelas são aberturas e, portanto representam riscos, assim como ar-condicionado de modelos antigos que podem ser facilmente empurrados e abrem uma passagem para intrusos.
Ao sair de casa: Procure sempre ter o poder de visibilidade da saída da garagem. A maioria dos casos de roubos e sequestros-relâmpagos ocorrem na chegada ou saída de casa ou do prédio. Quando sair, certifique-se de que o portão da garagem fechou.
No retorno, esteja atento e certifique-se de que não existam pessoas em situações suspeitas junto à entrada da garagem. Se ficar desconfiado não pare e dê uma ou duas voltas na quadra, evitando ser a próxima vítima.
Atenção e atitudes preventivas são as melhores recomendações para todos, mas se ainda assim o assalto não puder ser evitado, a regra é universal: NUNCA reaja! O bandido não tem nada a perder, nós temos!

Seja como for, desejo muitas reinvenções para todos os seus amigos, leitores, seguidores e followers.

Um grande e fraterno abraço,

Emir Pinho


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