sexta-feira, 13 de julho de 2012

Rio, patrimônio da humanidade e do emprego. Fonte: O Globo - 13 de Julho de 2012.


O Rio de Janeiro está na moda. Copa em 2014, Olimpíadas em 2016 e com o recente título de Patrimônio Mundial da Unesco, a cidade inegavelmente está no centro das atenções. Os efeitos dessa fase vão além do simples orgulho do carioca: afetam a empregabilidade nas áreas relacionados ao turismo, como hotelaria e alimentação. Todos querem aproveitar e conhecer melhor as terras cariocas e o mercado, por isso, está mais que aquecido.
— O Rio de Janeiro está em um momento de franco crescimento. Com incentivos públicos e privados, vemos hotéis sendo construídos; cada vez mais empreendimentos do ramo de gastronomia surgindo, não apenas na Zona Sul, mas também na Barra e no Centro; e mais companhias aéreas que incluem a cidade em suas rotas. Acredito que o município será cada vez mais destino de eventos de grande porte, com a vantagem de ter a natureza exuberante como aliada e agora oficializada pela condecoração que recebeu — analisa Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA).
Pedro de Lamare, presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio), também está otimista sobre o momento atual e as perspectivas para o setor na cidade.
— Somos uma das áreas que mais empregam no Rio, com 137 mil postos de trabalho. Com um reconhecimentos como este e a economia do turismo cada vez mais aquecida, temos potencial para incluir cada vez mais profissionais em hotelaria e alimentação — aposta Lamare.
Lamare destaca que, apesar da forte demanda, falta mão de obra qualificada. Visando a combater isso, o SindRio oferece cursos gratuitos semanais, de 16 horas, nas áreas de auxiliar de cozinha, garçom/garçonete, copeiro e estoquista.
— A área mais demandada é a de serviços, que exige, normalmente, ensino médio. A base da nossa educação pública é muito fraca e isso tem consequências na falta de qualificação. Por isso, estamos investindo em cursos, para suprir o nosso mercado, que será cada vez mais exigido — diz Lamare,
O presidente do SindRio destaca ainda que esses setores são a porta de entrada de muitos jovens no mercado de trabalho — eles representam 24% do pessoal, com idade entre 18 e 24 anos. Os interessados devem cadastrar o currículo no site do SindRio.
Sampaio acredita que até 2016 o número de postos de trabalho subirá para cerca de 400 mil, mas ele também destaca a necessidade de melhorias e aperfeiçoamento nas áreas afins ao turismo para que o Rio, realmente, receba bem os seus visitantes.
— A cidade está chamando muita atenção, mas para receber os turistas adequadamente precisamos melhorar, por exemplo, o sistema de transportes; os restaurantes precisam investir em menus em inglês e espanhol; os taxistas precisam ter, pelo menos, noção dessas línguas; a oferta de casas de câmbio também precisa crescer; e a sinalização da cidade tem que ser muito mais clara, entre outras ações — exemplifica Sampaio.


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