quinta-feira, 31 de março de 2011

Texto (Inédito): Confiança no Trabalho - Luiz Gabriel Tiago.

Falar de confiança é difícil quando as pessoas têm opiniões divergentes sobre ela. Cada um confia de alguma forma em alguém ou em algo. A confiança pode ser construída ou conquistada com o tempo, pode ser adquirida de acordo com atitudes e ações que dão credibilidade e estruturam uma relação, seja ela pessoal, profissional, emocional ou espiritual.
Deve ser algo sublime, leve e que norteia o contato direto com o outro. Esse outro sujeito, por sua vez, tem que corresponder e manter esse predicado de forma que não se quebre com o tempo. Tal como uma pedra preciosa, se rompida ou quebrada, inquestionavelmente não se recuperará sua forma original.
Por mais que algo se esforce para recompô-la, dificilmente o conseguirá. Nem todo o esforço do mundo será capaz de reconstituir – reconstruir a confiança.
Esperamos sempre que as pessoas ajam conforme nossas próprias atitudes. Desejamos demais, ansiamos que o outro seja nosso reflexo.
Refletir nos outros nossos hábitos e costumes, personalidade, caráter é uma tarefa que nos leva a refletir sobre o que somos, queremos ou desejamos. Como ninguém é igual a ninguém – impossível a perfeição na semelhança – entramos em conflito com uma reação negativa.
A confiança, assim, é questionada e duvidamos da idoneidade do “alguém”, de algo que até então conhecíamos e tínhamos a certeza de que sabíamos a sua essência. Definitivamente não conhecemos ninguém, talvez não saibamos administrar nossas próprias fraquezas, não possuímos habilidade para gerir os pensamentos e sentimentos – sofremos; sofremos por querer algo parecido com a gente, alguém que aja com semelhança, algo que reflita nossa própria vida.

Quem sabe isso seja falta de opinião própria, ausência de amor próprio, falta de confiança, nenhuma auto-estima.

Tudo isso para escrever sobre a tal da confiança, ou desconfiança, ou ausência de conhecimento interno. A minha teoria sobre a confiabilidade é questionada por tantas pessoas, que muitas vezes me sinto ingênuo demais para a vida. Mas, foi a forma que encontrei de encontrar a tranquilidade. Prefiro confiar desde sempre, de olhos fechados, colocando a mão no fogo, pra depois me decepcionar. E nesse crédito todo que dou as pessoas, acabo me frustrando e me arrependendo depois. Mas o arrependimento vai logo embora quando me vejo uma criança inocente mesmo, sem medo de ser feliz, sem apreensão de desacreditar novamente em alguém. Confio, confio logo de início, não questiono mais isso e nem tento alterar meu ideal de dar votos. Sou devoto de mim mesmo e ainda não pude entender aqueles que sempre têm um pé atrás com todos mundo.
Estão vendo? O conceito de confiança é muito relativo, sublime, oposto de tantas teorias, incapaz de ser decifrado. Confiança, prima distante da omissão, madrasta da mentira – relações ambíguas que não se unem, como o óleo misturado na água; parece que estão unidos, mas em frações se separam. As pessoas se separam também por conta desse antagonismo e associam a omissão à mentira. Dizem que não existem nem meia mentira, muito menos meia verdade. Tudo leva à quebra-de-confiança. Dessa forma eu concordo com isso: se perder a confiança, tudo se esgota: qualquer relacionamento se torna duvidoso, qualquer amizade questionável e nenhuma explicação ou justificativa vai convencer do contrário.

 
LUIZ GABRIEL TIAGO
@senhorgentileza

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