segunda-feira, 22 de novembro de 2010

ACEITANDO DESAFIOS E ENCARANDO AS DIFICULDADES * Por Luiz Gabriel Tiago

Como superar os obstáculos que aparecem em nossas vidas sem nos abatermos e querermos desistir de tudo - desistir de lutar, de conquistar, de ser, de querer, de estar feliz, de saber, de gostar? Como não nos entregarmos à apatia sem acharmos que tudo de ruim somente acontece com a gente e nossos problemas são sempre os maiores? Essas questões nos remetem à cruel conclusão de que somos impotentes diante de muitas coisas e situações e que sempre existirão pessoas que farão de tudo para nos infringir, nos boicotar, nos desmotivar e fazer com que nos sintamos rebaixados. Podemos nos deprimir e nos sentirmos incapazes de realizar qualquer tarefa. Além disso, não conseguimos relaxar e ter a tranqüilidade necessária para a superação dos imprevistos, pois muitas vezes não conseguimos enxergar as soluções que podem estar a nossa frente.
O importante é continuar no caminho certo e retirar todas as pedras que porventura aparecerem. A vitória vem por méritos próprios e não por causa dos outros. O esforço pessoal é o guia para o sucesso e a disciplina individual é marcante quando almejamos alcançar o sucesso profissional e sem ela não é possível “organizar” o que for preciso na rotina diária de forma que estruture as atividades e facilite a superação das adversidades.
Vamos refletir então e achar a moral da história (se é que ela existe). Primeira coisa a ser feita: não confundir dificuldades com desafios, pois existem diferenças entre eles e não devem se misturar. Alguns dizem que um complementa o outro, mas pra mim essa teoria não se fundamenta, nem sequer se justifica se levarmos em consideração que ninguém quer encontrar impedimentos por aí e sair tropeçando em obstáculos.
As dificuldades podem surgir de repente, sem dar sinais de sua eminência, para nos desafiar e testar nossa capacidade de arremessar nossa paciência pelos ares a qualquer custo.
Percorrem os caminhos à velocidade da luz e insistem em nos provar constantemente de que somos incapazes e despreparados para suportar as demandas impostas por elas. Mas, quando aparecem, somos nós que devemos superá-las. Nossa competência e resiliência são testadas nessa hora e a capacidade de superação pode ser nossa guilhotina então. Porém, ninguém em sã consciência quer passar por isso, sofrer e desejar o próprio mal ou muito menos exasperar a derrota.
São (as dificuldades) como uma esponja a sugar as energias vitais que toda pessoa empreendedora precisa. Ao contrário dos desafios, as dificuldades empurram em direção descontinuada e facilitam a queda na beira do precipício. O abismo pode ser sem fundo, infinito ou sem luz – dependendo de nossa visão ou capacidade de discernimento. Saber contornar as intempéries, obstáculos e problemáticas não é tarefa das mais fáceis, mas se tivermos determinação e vontade de superação, tudo se tornará mais próximo ao alcance das mãos. Além disso, só enxergamos nossa força real quando estamos diante de algum problema ou situação de risco, pois somos obrigados a encará-los ou solucioná-los.
Mais uma vez reafirmo que todos nós temos dois caminhos a serem seguidos: ou sentamos e esperamos as coisas acontecerem (nunca acontecem) ou enfrentamos as adversidades (decisão mais acertada). Algumas dificuldades nos fazem pensar em desistir, por exemplo: o cliente que vem a empresa reclamar do produto ou serviço, a equipe não está rendendo o que deveria e não conseguirá atingir as metas, a crise do casamento, os filhos que reclamam mais a sua atenção, o dinheiro que não sobra mais, etc. Mas, será que devemos declinar à vida? Será possível que iremos nos flagelar e não tomar atitudes por covardia ou medo das prováveis reações dos outros? Vamos encarar os problemas ou nos esconderemos? Seria mais fácil desistir ao invés de mantermos a persistência contínua para o sucesso?
As respostas para essas perguntas são óbvias e sem sombra de dúvidas devemos enfrentar a realidade e resolvermos todas as pendências, dificuldades e driblarmos as adversidades – que inclusive nos ajudam a crescer e repensarmos nossas vidas a fim de propormos uma reforma interior e íntima. Sim, deve-se seguir em frente e não se abater e se acovardar diante das dificuldades – em seu projeto de vida deve determinar ser corajoso e destemido, além de decretar o sucesso e progresso em suas ações.
Em relação aos desafios, eles nos impulsionam a fazer mais alguma coisa e atingirmos nossas metas; nos direcionam, nos revigoram e injetam o “gás” necessário para seguirmos adiante. Na verdade nos motivam e são uma espécie de mola propulsora para o sucesso, pois estamos diariamente nos desafiando. Mas devemos sempre enxergá-los (os desafios) como necessários pois aprimoram a competência de superação e lapidam a sensibilidade e maturidade.
A vontade de vencer é determinante e extermina as tensões do ambiente de forma que o sujeito se torne resiliente e saiba administrar as emoções.
Isso é ser gentil com as metas e objetivos de forma que tudo possa se tornar mais leve e consistente ao mesmo tempo, especialmente na hora da tomada de decisões.
Os profissionais devem ser desafiados constantemente a resolver problemas e buscar as resoluções necessárias, mesmo que para isso seja necessário encontrar recursos e informações, interagir com seus colegas de equipe, líderes e clientes. A sinergia entre as pessoas é sempre bem vinda já que aprendemos e apreendemos muitas coisas com isso.
Diante do conhecimento desses dois conceitos podemos iniciar a segunda fase que é a de transformação ou conversão dos valores. Existe um ditado (desconheço o autor) que diz: “O que não me destrói, me fortalece”. É importante lutarmos contra o sentimento de derrota e transformar as intempéries em força para lutar. A lei da selva nos exige sem cessar a recarga automática das energias para garantir nossa sobrevivência e nos mantermos competitivos.
Não é tão difícil superar as intempéries de nossa jornada turbulenta. Uma dose de bom humor, esperança, otimismo e resiliência são os ingredientes perfeitos para o sucesso. Basta juntá-las no seu rol de objetivos e determinar que os seguirão como um manual de sobrevivência na via crucis do crescimento profissional.
A concorrência é saudável, os obstáculos existem e sempre farão parte de um todo. O universo funciona como uma engrenagem e nenhuma das peças pode falhar. Uma depende da outra e estão intrinsecamente ligadas. Um elo com defeito compromete e pode corromper todo o sistema. Esse sistema pode ser chamado de “vida”, ou seja, nossas “vidas” num jogo aonde a regra é perder ou ganhar, lutar ou morrer, simplesmente continuar no páreo.
Diferenciar esses dois itens (dificuldades e desafios) pode parecer complicado, principalmente quando estamos passando por momentos difíceis e que exigem que tomemos muitas decisões. Essas decisões podem ser nos âmbitos profissional ou pessoal e frequentemente acontecem ao mesmo tempo. A vida não escolhe os melhores momentos para isso e parece que nunca estamos preparados – mas estamos sim. As dificuldades despontam como num piscar de olhos e nossa capacidade de resiliência deve acompanhar esse ritmo; desenvoltura essa que deve auxiliar na busca de melhores saídas, caminhos (por mais estreitos que sejam) e possibilidades.
A vida é como o universo, múltiplo em conseqüências, oportunidades e chances de alcançar o sucesso. Empreender em todos os momentos é missão tangível de todos nós e temos que fazer isso com nossos projetos para o presente e futuro, ou seja, independente de seu prazo de execução. Não importa para quando estipulou para atingir o alvo dos objetivos e metas, o inaceitável é não se programar para tal coisa.
Os sentimentos devem ser levados em consideração e valorizados por todos, especialmente pelos líderes, que atuam de forma direta com a gerência de pessoas.
Realmente, nossas cabeças são como uma máquina de relógio. Tudo deve funcionar com perfeição para evitarmos a pane. As empresas nos consomem, nos exigem e devemos estar de prontidão para atender suas necessidades, sem falar nos problemas sociais e familiares que também contribuem para nosso desgaste mental. Ambos nos exigem bastante dedicação fazendo com que nossas atividades sejam intensas e cheias de dissabores. Devemos colaborar para que seja aliviada de tanta tensão e possamos aproveitá-la ao máximo. Somos perecíveis e podemos nos deteriorar muito facilmente. Por isso, não podemos ajudar a degradar o que sentimos com a hostilidade e o menosprezo à emoção.
Como fazer então para não misturar o pessoal com o profissional? A resposta está dentro de cada um de nós e é intransferível. Pode ser complexa ou bastante simples: com a construção do altruísmo e a (trans) formação de um bom caráter. A gente sabe quando as pessoas têm essas virtudes e qualidades. É fácil ver que existem seres humanos dignos quando demonstram carinho e compaixão pela dor dos outros; apesar da empatia ser um mérito de poucos, deveria ser trabalhada nas corporações, pois é uma diretriz para a satisfação pessoal. Basta um pingo de solidariedade para se perceber a amizade. Basta um pouco de humanidade para movimentar uma equipe de forma favorável e eficiente.
A vida não para e devemos evitar a inércia. O movimento constante e a circulação de energia positiva vão contribuir para a oxigenação do cérebro e, com isso, fazer brotar idéias e soluções de forma leve e criativa.
Terceira fase: saber discernir as máquinas dos seres humanos. As primeiras são instrumentos sem sentimento, vida própria ou reações e facilmente programáveis. Se você é líder ou chefe de uma equipe, gerente, superintendente, diretor, qualquer que seja o seu cargo, nunca se esqueça de que as pessoas têm sentimentos e não são robôs. Todo mundo tem defeitos e qualidades. Todo mundo erra, acerta e tenta de novo A escala de produção é movida pela racionalidade e capacidade de gerir emocionalmente. Todos querem carinho e almejam se sentir queridos. Os seres humanos sentem, querem, realizam e podem determinar o curso a ser seguido – livre arbítrio para escolher e decidir – decidir ser feliz.


LUIZ GABRIEL TIAGO
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