sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Até a Rapa - Por Martha Medeiros



"Olhe para um lugar onde tenha muita gente : uma praia num domingo de 40 graus, uma estação de Metrô, a rua principal do centro da cidade. Pois metade deste "povaréu" sofre de dor-de-cotovelo. Alguns trazem dores recentes. Outros trazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimos têm um amor mal resolvido, uma paixão que não se evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação. Porque isso acontece ? Acho que as pessoas não gastam seu amor. Isso mesmo ! Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim. Você sabe ... O amor acaba ! É mentira dizer que não ! Uns acabam cedo. Outros levam 10 ou 20 anos para terminar. Talvez até mais, mas, um dia acaba e se transforma em outra coisa : amizade, parceria, parentesco; e essa transição não é dolorida se o amor foi devorado até a "rapa". Dor-de-cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote. O amor tem que ser vivenciado ! ... ninguém tem tempo para esperar. E tem que ser vivido em sua totalidade ! É preciso passar por todas as etapas do amor : atração; paixão; amor; convivência; amizade; tédio e fim. Como já foi dito, este trajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos, mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, ... enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amores. Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade. Tudo o que a gente poderia ter dito e não disse. Feito e não fez. Gaste seu amor ! Usufrua-o até o fim ! Enfrente os bons e os maus momentos, passe por tudo que tiver que passar. Não se "economize" ! Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo..."

Martha Medeiros

2 comentários:

  1. Olá Luiz

    Me identifiquei e muito com esse têxto porque algumas das fases do amor que foram descritas já foram também vivenciadas por mim mas até então não sabia que elas já tinham sido catalogadas...até hoje...rsrs...sinto-me normal outra vez...

    Obrigado por compartilhar esse têxto maravilhoso conosco..

    Abraços

    Edu Bacana

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  2. Oi Edu,

    Pois é...esse texto caiu como uma luva no dia em que postei.

    Estava realmente precisando ler esse tipo de coisa quando uma pessoa me enviou.

    Imediatamente resolvi compartilhar com todos os meus leitores.

    Não, você não é o único a pensar dessa forma... muitos e muitos são assim!!!

    Obrigado pela visita ao Gentileza e conto com sua presença por aqui sempre que puder.

    Abraços,

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