quinta-feira, 20 de maio de 2010

APRIORISMO

a) Etimologicamente, significa o processo de raciocínio a priori, que consiste em partir de princípios anteriormente aceitos.

b) Na filosofia moderna, significa anterior à experiência.

c) Em sentido lato: o processo a priori permite descobrir e prever fatos que, amiúde, serão verificados pelo processo a posteriori.

d) Em geral, apriorismo fundamenta-se na propriedade originária do homem, que é irreduc-tível, portanto a priori, e que não é sancionada pela experiência, radicando-se em determinados sentimentos, princípios e direçoes volitivas (Kulpe). Opõe-se, nesta acepção, a «empirismo», também em Moral.

Como «aprioristas» em moral, temos, na filosofia inglesa, os «intuicionistas» assim chamados por considerarem os princípios éticos como imediatamente seguros e cognoscíveis por intuição, análogos aos axiomas geométricos. Seguem esse grupo: Butler, Thomas Reid e a Escola Escocesa.

Kant também desenvolve esse apriorismo em seu «Fundamentos da Metafísica dos Costumes». Schopenhauer também é apriorista, ao fundamentar, como móvel da justiça, a compaixão. vide compaixão.

Locke rebateu o apriorismo psicológico, que supõe princípios práticos inatos. Defende uma concepção empirista quanto às ideias morais e às normas éticas. Mas. ao aceitar que as regras morais podem derivar da aceitação da ideia de Deus, Locke torna-se apriorista. Examinada a filosofia, através dos seus representantes máximos, vemos que o processo apriorístico permanece constante. Modernamente, com os empiristas, o apriorismo, na Ética, tem perdido terreno. Entretanto, mais contemporânea-mente, oom Husserl, Scheler, Messer, e anteriormente Brenta-no, tem-se afirmado uma evidência a priori para as valorações éticas, sendo desnecessário que essas ideias sejam inatas. Na fenomenologia de Husserl, é reclamado para o conhecimento dos valores e de suas classes uma evidência originária, igualmente para o conhecimento dos fenômenos teóricos. O apriorismo de Husserl não tenta fixar normas, mas, ao contrário, trata de conhecer a essência da moral e da razão de sua validade, e deste modo, também chega a ser, em sentido teórico, uma complemen-tacão da investigação empirica (Kulpe).

Fonte: http://www.filoinfo.bem-vindo.net/filosofia/modules/lexico/entry.php?entryID=506

Um comentário:

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