domingo, 4 de outubro de 2009

CONCORRÊNCIA versus CARÁTER

As empresas estão exigindo cada vez mais de seus profissionais colaboradores e a pressão aumenta consideravelmente – sempre. Alcançar os resultados e ultrapassar as metas são quesitos decisivos pela manutenção de uma posição dentro da corporação. Mas isso, até então, não seria motivo para que os seres humanos se distanciassem uns dos outros e rivalizarem como se fossem gladiadores num dia de fúria. A não ser que algo de errado aconteça internamente e promovam essa instância de discórdia e desunião. Na maioria das vezes os erros não são dos procedimentos ou das normas exigidas pelas empresas. Pelo contrário, muitas delas se preocupam com essas questões e pretendem humanizar o espaço de trabalho e beneficiar suas equipes da melhor maneira possível. O problema vem dos seres humanos que ali ficam oito, dez, doze ou mais horas diárias – e não precisam, necessariamente, ocupar cargos de chefia ou liderança. Podem se sentir sobrecarregados e começarem a negligenciar sua postura perante as outras pessoas.


A falta de diálogo (sincero) e a ambição fazem que com a concorrência seja injusta e essa busca (por não sei o quê) desenfreada por um lugarzinho ao sol. Todos querem chegar lá e não sabem como fazê-lo. Esquecem-se de que a competência e dedicação são fundamentais para isso e que, ao invés do estresse, deveriam ter confiança para poderem sobreviver nas corporações.


Bons profissionais sabem que o reconhecimento é adquirido com bastante comprometimento, estudo e persistência e, além de tudo, muita ética e dignidade. Esses valores são fundamentais para o crescimento íntegro e verdadeiro dentro e fora do local de trabalho. Os esforçados de verdade não precisam se preocupar. O próprio mercado se encarrega de fazer a seleção e exterminar as ervas daninhas.


Com o tempo passamos a ver que as pessoas são capazes de qualquer coisa para alcançarem seus objetivos. Fazem e falam o que querem em qualquer momento ou circunstância. Não se preocupam com os colegas e “atacam” a todo instante. Armam ciladas ou motins, além de formarem grupos para “minar” os bons profissionais. As palavras e os discursos têm que ser bem dosados para não causar raiva e incômodo no ambiente de trabalho, pois podem ferir e comprometer o rendimento dos colaboradores - líderes ou liderados.


O jogo nunca estará perdido se tivermos paciência e considerarmos a velocidade absurda que as informações circulam, afinal estamos num mundo globalizado e supostamente civilizado. Todos que são empenhados precisam acompanhar as orientações pontuais e a avalanche de “sugestões” que são impostas. A boa educação e o caráter deverão ser utilizados como guias para a boa conduta e nortear aqueles que realmente desejam vencer com dignidade e competência. Esse último – o caráter – deve ser acompanhado pelos gestores para que ninguém seja corrompido e integrado ao grupo do contra. As virtudes e qualidades geralmente são deixadas de lado quando algum indivíduo almeja “vencer” algum desafio e não se preocupa com ninguém que esteja a sua frente.


Portanto, defendo o profissional completo, ou seja, aquele que é competente tecnicamente, é capaz de racionalizar emocionalmente e tem a empatia de se colocar no lugar do outro.

LUIZ GABRIEL TIAGO

2 comentários:

  1. Senhor gentileza, minha empresa é pequena, tem poucos funcionários, mas muito trabalho, a empresa esta em expañsão, o dono não é ruím, só está passando por muitas dificuldades pessoas, acontece muito isso tudo o que diz neste artigo, porém sou novo na empresa o que devo faze? Tenho "pena" do investidor, pois sei que a equipe é boa, todos trabalham muito, mas sobra tempo para metralhar uns e outros e boicotar o trabalho uns dos outros, o que devo fazer, as pessoas são boas quer dizer, parece, mas deixam escapar o mundo de falsidade que há por tráz de cada rosto, parece que encontrei um bom emprego, mas o ambiente é tão contagioso, as pessoas são tão mal intensionadas, não veêm a empresa com bons olhos muito menos o investidor, sinto um peso em seus ombros e em seu olhar, ai faço outra pergunta, como chefe de equipe o que faria, senhor gentileza?

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  2. Luiz Gabriel Tiago10 de outubro de 2009 12:12

    Prezado (a),

    Entendo perfeitamente a sua situação e sei como é complicado lidar com esse tipo de situação. É muito comum nos depararmos com "motins" de colaboradores contra nossa empresa e percebermos que estão tramando algum tipo de boicote.
    Nesses casos sugiro que mantenha a calma e não se precipite. Identifique as "ervas daninhas" e tente uma readaptação. Quem sabe um treinamento ou mudança de setor pode ajudar?
    Entre em contato comigo por e-mail para acharmos um plano que se adeque a sua realidade.

    Obrigado,

    Luiz Gabriel Tiago
    mareluzturismo@yahoo.com.br

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