terça-feira, 7 de julho de 2009

SONETO DE FIDELIDADE

Pessoal, só para não perdermos o hábito de uma boa leitura, vou postar um poema do grande mestre Vinicius de Moraes.

Abraços a todos!!

Luiz Gabriel Tiago


SONETO DE FIDELIDADE
(Vinicius de Moraes)

De tudo, meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

4 comentários:

  1. Boa Noite Professor Luiz Gabriel
    Os desejos errados nos levam aos vícios desenfreados, e de todos os desejos do homem o amor é o mais freqüente. Amores que se vão provocam terrores familiares, na humanidade, na política, imprensa e outros. O que torna amores diferentes? O que fazer quando o amor acaba? O amor realmente pode acabar. Se amar é entender a nós mesmos para compreender o outro, como pode acabar? Amar é desenvolver a disciplina da doação. Essa é a maior causa do fracasso amoroso em nosso século. Queremos receber ao máximo, porém doar jamais. Doar é uma capacidade que precisa ser desenvolvida no cotidiano, com a educação e com a convivência. Ao doarmos amor recebemos de volta mais amor. Ou seja, quanto mais dou amor à probabilidade do retorno ser amor é muito maior. Um exemplo de amor são as canções. Só que nelas o amor é sempre fracassado, se é respondido ela não dá sucesso. É provável que no decorrer do tempo tenhamos feito pouco caso do amor. Deixamos que ele se esfrie como se fosse um sentimento comum e banal. ”[...]E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.” (Mateus 24:12) A forma irresponsável como temos levado a vida tem derrubado a fortaleza do amor. A forma como namorarmos, como conquistamos tem levado o amor a um segundo plano. A conquista tomou ares banais, a minha garota e ou garoto, não existe mais, somos de todos e todos de um. Não há alguém de alguém. Somos de todos até que um dia eu me descubra velha e sem companhia a procura de um verdadeiro amor pelo caminho. Muitas das vezes não encontrando, pois o tempo somente nos marcou com formas de amar erradamente. O homem atual tem medo de amar e sofrer, não ser correspondido. Em certos momentos o amor pode representar uma ameaça as nossas próprias vontades. Se tivermos a humildade de deixarmos estes sentimentos inundar nossa vida veremos o quanto vale vivermos o amor.

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  2. Prezada Roberta,

    Obrigado pela sua postagem e sinceridade.
    Suas palavras são muito fortes e nos remetem a uma reflexão muito intensa.
    Li tudo com bastante carinho!

    Obrigado

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Eu gostei muito do seu artigo, e tb do seu livro, parabéns mesmo.
    Está lindo, meigo, delicado, gostei muito do que a Silvia escreveu, parabéns a editora e ao autor, parabéns também ao Sr. Avalino um abraço!

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